Equador
As Ilhas Galápagos

Equador: As Ilhas Galápagos

Ilhas

[Por Martin Jensen – Publicado em 26/02/2018]

Depois de um voo de aproximadamente duas horas a partir de Guayaquil, chegamos à pequena ilha de Baltra, local do principal aeroporto das ilhas, resultado da sua ocupação pelos americanos durante a Segunda Guerra Mundial. O transporte até o píer durou pouco mais de 5 minutos e logo estávamos a bordo de um dos botes infláveis, que pertencem ao navio, para um igualmente curto trajeto até o Santa Cruz, que logo percebemos ser tão charmoso por dentro quanto é feio por fora! (Leitores, não se assustem ao ver a foto externa do navio nesta reportagem, pois o interior é muito aconchegante e charmoso e os tripulantes são “nota mil” – mais profissionais, mais sorridentes e mais simpáticos que na grande maioria dos navios de grande porte.) O número de somente 90 passageiros para cuidar certamente ajuda a ter um serviço muito mais personalizado.

Equador - Ilhas Galápagos

Com tempo para abrir as malas e organizar nossa cabine, fomos convidados a comparecer no restaurante para o almoço, sempre oferecido em forma de bufê com grande variedade de pratos. Durante o almoço, o maître D’ apresenta o cardápio para o jantar de cada noite (com três opções para cada prato) e anota as escolhas.

Em seguida, recebemos o briefing do diretor do programa turístico que ensina que todos os bichos (e pássaros) nas ilhas não têm nenhum medo da nossa presença e não fogem como será de esperar; eles têm aprendido que o homem não representa qualquer tipo de ameaça e efetivamente ignoram nossa presença. Assim podemos chegar bem perto deles (mas se recomenda sempre manter uma distância mínima de 2 metros), porém é proibido tocar neles, pior ainda, dar comida.

Assim, partimos num dos seis botes infláveis (cada um com capacidade para 15 passageiros mais um naturalista) para o primeiro de oito passeios programados durante os quatro dias no arquipélago. Seriam quatro dry landings, quando o bote encosta num píer ou diretamente na terra; três wet landings, em que o bote chega à praia de areia e todo mundo tem que tirar seus sapatos; e um passeio de bote ao longo de penhascos que são habitados por uma variedade enorme de pássaros, inclusive pinguins, iguanas- marinhos, leões marinhos e diversos tipos de peixe.

Numa das primeiras visitas, encontramos centenas de boobies (um tipo de PATO GRANDE com pés de cor azul brilhante) e pudemos chegar a 2 metros deles. Os navegantes espanhóis ficaram pouco impressionados com esses pássaros, que consideraram pouco inteligentes (ou “bobos”) pelo fato de não fugirem deles e, assim, o nome da espécie nasceu. Os machos têm uma maneira muito peculiar de paquerar as fêmeas, balançando de um lado para o outro e levantando um pé e, em seguida, o outro (presumivelmente para mostrar a beleza da cor azul!). No processo de evolução, tais pássaros desenvolveram um tipo de bolsa de ar nas suas cabeças para amaciar o impacto com o mar quando eles mergulham em alta velocidade para chegar bem fundo e pegar o peixe na subida. Esses pássaros são evidentemente (e merecidamente) os mais queridos entre todas as espécies encontradas nas ilhas, julgando pela quantidade de boobies de pelúcia à venda nos aeroportos e pelo fato de que poucas crianças saem de lá sem um debaixo do braço!

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Quase tão numerosos quanto os boobies, os fregates apresentam um espetáculo ainda mais impressionante. Os machos constroem seus ninhos e, quando prontos, sentam com seus peitos vermelhos inflados até o tamanho de uma bola de basquete. Geralmente as fêmeas escolhem o macho com o maior peito vermelho, o que incentiva os machos a inflar seus peitos até que parece que pode explodir! Uma vez “casados”, os pares ficam juntos pelo restante das suas vidas.

Das muitas espécies de pássaros que vimos de perto, os pinguins foram inesquecíveis. Únicos pinguins a chegar ao Hemisfério Norte, eles estão entre os menores do mundo, chegando até somente 35 centímetros de altura. Mesmo assim, alcançam velocidades de até 40 quilômetros por hora quando pescando.

Os iguanas estão sempre presentes. Habitantes das áreas secas, apresentam cores variadas, mas sempre com mais amarelo que em outras partes do mundo. No Equador se encontram os iguanas marinhos que não existem em nenhum outro local do planeta. Nenhum outro lagarto no mundo consegue nadar. Esses iguanas-marinhos evoluíram no decorrer de uns 2 ou 3 milhões de anos desde a chegada dos seus ancestrais e, para se adaptarem à falta de comida (geralmente flores ou folhas de plantas), aprenderam a nadar para comer algas e plantas do fundo do mar. Seus narizes ficaram mais chatos para poder pegar mais comida dos rochedos e seus rabos ficaram mais achatados para poder propulsionar com mais facilidade. Eles mergulham até uns 12 metros de profundidade.

Numa só visita, fomos recebidos em terra por um grupo grande (que ficou sentado enquanto passamos perto deles), o que prenunciava que havíamos chegado à principal colônia deles. Após andar uns 300 metros à beira do mar acompanhando muitos cavando seus buracos para deixar seus ovos, ficamos de frente a um promontório rochoso com, sem qualquer exagero, muito mais que 1.000 iguanas marinhos, todos parados com suas cabeças olhando para o sol.

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Num outro passeio, vimos 14 tartarugas gigantes – algumas com aproximadamente 80 cm de altura e mais de 1 metro de comprimento. Aparentemente, tivemos muita sorte – nosso naturalista disse que sempre encontrou uma ou duas nesse mesmo passeio, mas que não se lembrava de ter encontrado tantas no mesmo dia. Vimos muitos leões-marinhos nas praias ou nadando e brincando no mar. Ainda encontramos um que havia pulado para dentro de uma lancha para descansar em grande estilo no porto de Santa Cruz!

Em conclusão, podemos resumir que quatro dos oito passeios foram absolutamente inesquecíveis, permitindo a aproximação com enormes variedades de bichos e pássaros exóticos no seu habitat natural. Os restantes foram passeios interessantes, mas sem ver muitos animais – afinal, ninguém garante encontros próximos com tanta variedade de fauna todos os dias em todos os lugares.

A experiência a bordo do navio foi muito agradável, com tripulantes muito profissionais e amigáveis e um grupo de passageiros muito educados e empolgados com as ilhas. Vieram de diversos cantos do mundo: brasileiros, equatorianos, americanos, canadenses, noruegueses, franceses e, principalmente, ingleses. O navio tem dois bares (no salão principal e no sun deck), uma boutique com objetos interessantes e música ao vivo na noite da visita ao vilarejo de Puerto Ayora, na Ilha de Santa Cruz, e na última noite, quando o charmoso capitão cantou uma grande variedade de canções (inclusive brasileiras) enquanto tocava guitarra.

Recomendo muito uma viagem às Ilhas Galápagos, a Quito e, por que não, a Lima na rota do retorno. Não há grandes shoppings, do nível daqueles que temos no Brasil, mas você voltará com a grande satisfação de ter feito uma viagem diferente, educadora e inesquecível.

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2 Comentários

  1. Avatar
    Scott
    30 de novembro de 2018 de 15:16 — Responder

    fiz esta viagem com a Queensberry e foi MARAVILHOSA!

    • Queensberry Viagens
      Queensberry Viagens
      5 de dezembro de 2018 de 09:12 — Responder

      Olá Deborah, ficamos felizes que tenha gostado do destino e de viajar com a Queensberry!
      Atenciosamente,
      Equipe de Marketing

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