Equador
Um país surpreendente e muito promissor

Equador: um país surpreendente e muito promissor

[Por Martin Jensen – Publicado em 26/02/2018]

O caminho do aeroporto até Quito, no Equador, mostra como a cidade foi erguida numa região muito acidentada, com montanhas altas nos dois lados, fazendo com que seja considerada a segunda cidade capital mais alta do mundo (perdendo somente para La Paz).

O centro histórico ocupa uma área entre a colina El Panecillo (com a bela estátua de La Virgen de Quito) e a nova catedral, a Basílica del Voto Nacional e uma imensa igreja gótica construída recentemente – no século 20. Tem dezenas de palácios, igrejas e praças, todos muito bem preservados, com destaque para a igreja La Compañia de Jesus, com seu interior magnífico e dourado, considerada por muitos como a igreja mais bonita da América Latina.

Equador: um país surpreendente e muito promissor

No bairro de Mariscal Sucre (ou, simplesmente, Mariscal),  ficam os principais hotéis, centenas de restaurantes, bares e lojas, todos num raio de uns 500 metros em torno do cruzamento das ruas Reina Victoria e Mariscal Foch. Os melhores restaurantes estão localizados nos bairros vizinhos de La Floresta e La Pradera. Um passeio de carro até o belo Parque La Carolina, revela extensos bairros residenciais muito agradáveis distribuídos pelas encostas de colinas verdes e de temperatura agradável o ano todo.

Após duas noites em Quito, seguimos rumo a Cuenca. Após uma hora em uma estrada com muitos semáforos, entramos no Parque Nacional do Monte Cotapaxi, muito bem estruturado, em torno dessa bela montanha, a segunda mais alta do Equador e entre os dois vulcões ativos mais altos do mundo, com 5.897 metros. Encontramos um grande número de cavalos selvagens (cavalos que ficaram no local depois da expropriação das fazendas durante a formação do parque) e llamas. Há ainda raposas, veados, condores e raros ursos e pumas. O pico está frequentemente coberto de nuvens, mas se tiver sorte, a visita vale muito a pena!

Pernoitamos num charmoso hotel campestre nos arredores de Riobamba e partimos cedo no dia seguinte para não perder a saída do trem turístico da cidadezinha de Alausi para descer o famoso “Nariz del Diablo”, o trecho mais difícil do sistema ferroviário que ligava Quito a Guayaquil, considerado uma maravilha tecnológica na época da construção (entre 1899 e 1908).

O serviço férreo entre Quito e Guayaquil foi suspenso depois de severos danos causado pelas chuvas intensas em 1997 e somente este curto trecho de 12 quilômetros foi mantido para fins turísticos. Recentemente, a rota foi reativada com um trem turístico que desce de Quito a Guayaquil (ou vice-versa) num programa de quatro dias (três noites) que opera umas 15 vezes por ano em cada sentido.

Após ler tanto sobre a descida no trem num “penhasco” rochoso de quase 800 metros, a experiência foi francamente um grande anticlímax! O trem desce pelas encostas de uma montanha (que, vista de baixo, parece o nariz de um diabo) e faz um interessante ziguezague (com o trem descendo para a frente, e, em seguida, para trás antes de seguir novamente para a frente), mas não vimos nenhum sinal do “penhasco”!

Subimos novamente até Alausi e continuamos a viagem de carro pela Pan-American (agora uma estrada simples com uma faixa em cada sentido e centenas de curvas) até a bela cidade de Cuenca.

Paramos no caminho para visitar o templo inca de Ingapirca, o sítio inca mais bem preservado do Equador, situado num promontório num belo vale. O perfeito encaixe natural das pedras, milimetricamente talhadas pelos incas há mais de 500 anos – sem o uso de nenhum tipo de argamassa –, é realmente impressionante.

Equador: um país surpreendente e muito promissor

O centro de Cuenca é tão belo e bem preservado quanto o centro histórico de Quito e tem um ambiente extremamente tranquilo, mesmo não sendo uma cidade pequena. Protegido como Patrimônio Mundial pela Unesco, muitas antigas casas das famílias ricas foram convertidas em charmosos hotéis.

Esse ambiente e o ar saudável dos Andes tem atraído um fluxo surpreendente de imigrantes europeus e americanos, procurando o lugar ideal para passar os anos de aposentadoria. Resultado, em parte, de reportagens na revista americana International Living, que considera Cuenca como a melhor cidade para morar no melhor país do mundo para se aposentar (“The Best City in the World´s Top Retirement Haven”).

Uma parada obrigatória em Cuenca é a oficina de acabamento do chapéu “panamá”, Homero Ortega e Filhos, considerada a líder mundial neste fascinante negócio. De Cuenca, seguimos para Guayaquil para embarcar cedo no dia seguinte para as Ilhas Galápagos, certamente a parte mais esperada da nossa estadia no Equador.

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Veja mais neste link: http://blog.queensberry.com.br/2018/02/26/equador-as-ilhas-galapagos/

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