Alemanha, Áustria e Beethoven

Alemanha, Áustria e Beethoven

[Publicado em 07/02/2020]

O conceito de celebridade como conhecemos hoje ainda nem existia quando mais de 20 mil pessoas compareceram ao funeral de Ludwig van Beethoven em Viena, em março de 1827. A importância dele era tamanha já naquela época, que havia um verdadeiro culto à personalidade do compositor. Beethoven era visto como herói, e suas imagens chegavam a ser idolatradas até mesmo por quem ainda nem havia sido tocado pela beleza de suas músicas.

Agora em dimensão globalizada, o culto ao compositor volta a crescer neste 2020, quando se comemoram os 250 anos de seu nascimento. As celebrações vão tomar as salas de ópera e concerto, os festivais de música e exposições do mundo todo. Mas, claro, quem ama música erudita não pode deixar de visitar a Alemanha – ele nasceu em Bonn, perto de Colônia, em 16 de dezembro de 1770 – e a Áustria, onde passou boa parte da vida, compôs obras-primas como a Nona Sinfonia e morreu.

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O centro de Bonn (acima – Foto Trabantos/Shutterstock.com), com destaque para a estátua do compositor. Abaixo, vista aérea da cidade

Sob a marca BTHVN 2020, a Alemanha planeja a realização de mais de 300 projetos ao longo do ano, entre exposições, concertos, festivais, espetáculos de dança, performance, palestras e congressos (confira aqui a programação). Em Bonn, por exemplo, até dezembro os turistas poderão interagir com estações multimídia, espalhadas em lugares públicos da cidade, que abordam aspectos da vida e obra do compositor.

Muitos eventos também vão acontecer em Viena, para onde Beethoven se mudou aos 22 anos. A Biblioteca Nacional da Áustria e o Museu Kunsthistorisches terão exposições especiais dedicadas ao gênio. Em março, o Teatro de Viena promoverá recitais da única ópera composta por ele: Fidelio. E, durante o ano todo, o Museu Beethoven estará de portas abertas para quem quiser conhecer mais detalhes da trajetória do compositor.

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Na Biblioteca Nacional da Áustria, uma programação especial em homenagem a Beethoven (Foto: Aliaksei Kruhlenia/Shutterstock.com)
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Fachada do Museu Kunsthistorisches, um dos mais importantes de Viena
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Interior do Museu Kunsthistorisches: exposição especial dedicada ao gênio (Foto: marcobrivio.photo/Shutterstock.com)

AS MUITAS FACES

Antes de viajar, porém, vale conhecer um pouco mais da vida do homem que mesmo surdo compôs músicas desconcertantes e grandiosas. Um ótimo começo é o livro Beethoven – As muitas faces de um gênio (Editora Contexto). Lançado no final do ano passado já em razão das comemorações do 250º aniversário, a obra, na verdade, traz dois livros em um. No primeiro deles, Beethoven e sua Música, João Maurício Galindo contextualiza o cenário musical da época em que viveu o compositor e analisa algumas das suas obras-primas.

“A Eroica ultrapassou todos os limites estéticos até então conhecidos para uma obra do gênero. (…) Do ponto de vista emocional, é de uma intensidade gigantesca, além de tudo o que já havia sido experimentado. A música oscila continuamente do dramático ao épico, do delicado ao eufórico”, comenta o autor sobre a Terceira Sinfonia composta entre 1803 e 1804.

Já o segundo livro é um clássico da biografia: Vida de Beethoven, escrito no início do século 20 por Romain Rolland, Nobel de Literatura de 1915. Intensa e apaixonada, a obra situa Beethoven em seu tempo, fala de suas ideias revolucionárias, seus princípios republicanos, suas relações familiares e amorosas. Sobre estas últimas, Rolland conta: “Ele constantemente se apaixonava com ardor, constantemente sonhava com a felicidade, mas logo se desapontava e seguia em amargo sofrimento. São nessas alternâncias entre amor e orgulhosa revolta que se deve procurar a fonte mais fértil das inspirações de Beethoven”.

Museu Beethoven, em Viena: acervo inclui o famoso Testamento de Heiligenstadt (Foto acima: Kollektiv FischkaKramar, abaixo: Klaus Pichler)

O livro traz ainda o famoso Testamento de Heiligenstadt, carta escrita por Beethoven a seus irmãos em 1802 e nunca enviada. Trata-se de um testemunho emocionante dos impactos sofridos com a surdez e as decepções amorosas, escrita quando o compositor passava por uma crise de depressão. Apesar da profunda tristeza, Beethoven viveu ainda mais 25 anos, compondo obras-primas que até hoje impressionam quem as ouve.

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2 Comentários

  1. Avatar
    HADLA
    13 de fevereiro de 2020 de 00:04 — Responder

    QUANDO SERÁ A VIAJEM PARA ALEMANHA EM COMEMORAÇÃO A BEETOVEM?

    • Queensberry Viagens
      Queensberry Viagens
      13 de fevereiro de 2020 de 08:17 — Responder

      Olá Hadla,
      Agradecemos sua mensagem!
      Uma de nossas consultoras entrará em contato com você!

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